Nos artigos anteriores, vimos como o líquido penetrante e as partículas magnéticas podem auxiliar na identificação de determinadas descontinuidades próximas à superfície. O ensaio de ultrassom convencional amplia essa avaliação ao permitir investigar determinadas condições internas do material.
Assim como nos demais ensaios, é importante diferenciar uma indicação de uma trinca: todas as trincas são descontinuidades, mas nem todas as descontinuidades são trincas.
A escolha do método depende do material, da geometria do componente e do tipo de condição que precisa ser investigada.
O que é o ensaio de ultrassom convencional?
O ensaio de ultrassom convencional utiliza um equipamento portátil para emitir ondas ultrassônicas para o interior do material.
O sinal se propaga pela peça e retorna ao equipamento. A resposta é apresentada na tela, permitindo analisar alterações no percurso do sinal e investigar possíveis descontinuidades.
O método pode ser utilizado na avaliação de determinadas trincas, vazios, porosidades e outras descontinuidades internas em materiais metálicos.

Ensaio de Ultrassom Convencional: avaliação de descontinuidades internas
Como funciona o ultrassom?
O equipamento envia um sinal ultrassônico para o interior do componente. Quando esse sinal encontra uma alteração no material, parte de sua energia pode retornar ao equipamento.
A resposta obtida na tela auxilia o profissional na identificação e avaliação de possíveis descontinuidades. Dependendo do equipamento e do procedimento utilizado, as informações também podem ser registradas para posterior emissão de relatório.
Por que a análise visual é importante?
A inspeção visual pode ser realizada antes do ultrassom para avaliar as condições externas do componente.
Em barras de aço de maior bitola, por exemplo, podem ser observadas falhas de material na superfície. Indicações encontradas em ensaios de partículas magnéticas ou líquido penetrante também podem contribuir para direcionar uma avaliação complementar.
Uma peça pode apresentar aparência externa adequada e ainda possuir uma condição interna que exija investigação.
Quando utilizar o ultrassom?
A principal característica do ultrassom convencional é a possibilidade de investigar determinadas descontinuidades internas sem destruir o componente.
A aplicação do método depende de fatores como material, geometria, região examinada e tipo de descontinuidade que se pretende identificar.
Por isso, o ultrassom não substitui os demais métodos. Líquido penetrante, partículas magnéticas e ultrassom possuem capacidades diferentes e podem ser complementares.
Ultrassom, partículas magnéticas ou líquido penetrante?
Cada método possui uma finalidade específica:
- Líquido penetrante: principalmente para descontinuidades abertas na superfície.
- Partículas magnéticas: determinadas descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos.
- Ultrassom convencional: investigação de determinadas condições internas do material.
A escolha deve partir da condição que precisa ser avaliada.
Ensaios não destrutivos na movimentação de cargas
Na movimentação de cargas, os ensaios não destrutivos podem auxiliar na avaliação da integridade de componentes e nas decisões relacionadas à manutenção.
Mais importante do que simplesmente realizar um teste é definir o método adequado, executar o procedimento corretamente e interpretar os resultados conforme os critérios técnicos aplicáveis.
Avaliação técnica com a Quality Fix
A Quality Fix do Brasil realiza inspeções e ensaios técnicos não destrutivos aplicados à movimentação de cargas.
A avaliação considera o componente, o material e a condição que precisa ser investigada para definir o método mais adequado.
Se sua empresa precisa investigar possíveis descontinuidades internas em componentes ou equipamentos, fale com a Quality Fix para avaliar a aplicação do ensaio de ultrassom convencional.
Leia também: Ensaio de Líquido Penetrante: detecção de descontinuidades superficiais e Ensaio de Partículas Magnéticas: como funciona a técnica do Yoke.

