Certificado de qualidade e teste para produto Grau 8 e Grau 10

Todos os produtos normalizados e fabricados forjados em aço liga (Alloy Steel) com material definido por norma técnica como grau 8 ou grau 10, devem ser vendidos e/ou comprados acompanhados do seu certificado de qualidade e teste.

A Norma DEN EN 1677-1, na sua descrição para a emissão do certificado de qualidade e teste do produto, pede que o certificado contenha obrigatoriamente no mínimo as seguintes informações:

 No seu item 8 – “Certificado do fabricante:”.

O certificado deve incluir no mínimo as seguintes informações:

  • O nome e endereço do fabricante ou representante autorizado, incluindo a data da emissão e autenticação.
  • O número da norma e sua relevante parte….. por exemplo: EN 1677-1 e EN 818-2
  • Os valores do WLL (Carga de Trabalho), MPF (Carga de Teste de Manufatura, normalmente 2,5 x WLL) e BF (Carga de Ruptura, normalmente 4 x WLL).
  • A quantidade e a descrição do produto
  • A informação, que se trata de produto “GRAU 8” ou “GRAU 10”
  • A Carga de Trabalho (WLL) em “ton”
  • A Carga de teste de Manufatura em “kN”
  • A confirmação de que a Carga de Ruptura em “kN” é atendida ou excedida.
  • A identificação de que a empresa tem o seu sistema de qualidade certificado ISO 9001, que é o caso da Quality Fix e também dos seus fornecedores externos.

Esse relatório deve ser guardado pelo fabricante por mínimo 10 anos.

Por que o fator de segurança das peças de movimentação e elevação de cargas é aparentemente tão alto? Geralmente temos 4 ou 5 vezes a carga de trabalho (ou WLL – Work Load Limit).

Isso acontece como uma medida de proteção para o componente Quality Fix de uma possível falha por fadiga, aumentando sua vida útil de forma segura.

Os aços possuem uma grande amplitude de uso como o principal material estrutural, porém a ação de ciclos alternados de carregamento mecânico, popularmente conhecida como fadiga, pode levar as estruturas e componentes em aço à falha.

A falha de um componente sempre é um acontecimento indesejável, uma vez que ela coloca em risco vidas humanas e provoca perdas materiais. O conceito de falha é aplicável se um defeito, que pode ser uma fratura ou um dano severo, ocorrer dentro do período de vida útil de um componente. Essa vida útil deve ser definida pelos critérios de projeto e pode ser associada a um modo de falha específico.

As falhas normalmente são o resultado de uma ou mais circunstâncias que degradam o componente ou a estrutura envolvida. Entre as principais causas-raiz de uma falha têm-se: projeto falho, defeitos no material, deficiência no processamento e manufatura, erros de montagem, condições de serviço fora das especificações e manutenção inadequada.

As estruturas metálicas, inclusive em aço, são projetadas com o intuito de minimizarem tanto a deflexão elástica excessiva quanto evitar o escoamento plástico, os quais são os causadores de falhas catastróficas conhecidas por “fraturas rápidas”.

As falhas resultantes da fadiga, quando ocorrem, são geralmente catastróficas e traiçoeiras. São oriundas de eventos cumulativos e por isso são também conhecidas como “fraturas progressivas” levando a uma falha que acontece repentinamente e sem qualquer aviso. Essas falhas podem variar em intensidade, desde a perda de elasticidade (rigidez) e resistência da estrutura até a fratura total do componente.

Por isso, o controle da longevidade em fadiga de estruturas e componentes em aço se baseia em impedir que a etapa de iniciação de trincas se manifeste, ou seja, que o componente sempre trabalhe com níveis de tensões equivalentes menores do que a tensão limite de fadiga. Algumas medidas simples podem ser empregadas de forma a se aumentar a vida do componente considerando a fase inicial da fadiga. Estas medidas são extensivamente empregadas para componentes em aço.

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